Algures perdi a noção dos meus apontamentos. À medida que retomo novas rotinas velhas, dou por mim sem saber o que é mais correcto valorizar, se o tempo ou se a passagem do tempo. Vasculho (pouco), num absurdo estremecer de bolsos, ciente com o gôto das respostas fúteis, transposições que se sentem mãos na garganta. Farto destes posts estou eu, e da deriva inútil dos pequenos berlindes que se intrometem no jogo da memória, laivos de luz intangível, escondida dentro de pequenas e estúpidas circunferências.
Triste como nunca da resposta incutida. O alinhamento, astros estagnados em ondulação bem regrada, a mortandade de usar o tempo, falsos rubis nunca rubros.
A palavra "nunca" surgindo sempre em reforço do que não era ou será. Escolhas ridículas amontoando-se num grande baralho raso. Pedregulhos irregulares e pesados.
Nisto, sinto que encolho. Caibo mal em mim. E transbordo.
Para trás, alguma viscosidade mais deste preparado pouco solúvel. Que escoa assim mais um pouco.
«Amanhã, fará sol ou chuva?»
(Gira a alma sobre si mesma.)