quinta-feira, outubro 28, 2010

(de sábado)

A deturpação dos sentidos,
do sentido,
de tudo.

Aproveita-se a inspiração
da desinspiração
para expirar
mais um pedaço
de realidade
.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Algures perdi a noção dos meus apontamentos. À medida que retomo novas rotinas velhas, dou por mim sem saber o que é mais correcto valorizar, se o tempo ou se a passagem do tempo. Vasculho (pouco), num absurdo estremecer de bolsos, ciente com o gôto das respostas fúteis, transposições que se sentem mãos na garganta. Farto destes posts estou eu, e da deriva inútil dos pequenos berlindes que se intrometem no jogo da memória, laivos de luz intangível, escondida dentro de pequenas e estúpidas circunferências.

Triste como nunca da resposta incutida. O alinhamento, astros estagnados em ondulação bem regrada, a mortandade de usar o tempo, falsos rubis nunca rubros.

A palavra "nunca" surgindo sempre em reforço do que não era ou será. Escolhas ridículas amontoando-se num grande baralho raso. Pedregulhos irregulares e pesados.

Nisto, sinto que encolho. Caibo mal em mim. E transbordo.

Para trás, alguma viscosidade mais deste preparado pouco solúvel. Que escoa assim mais um pouco.

«Amanhã, fará sol ou chuva?»

(Gira a alma sobre si mesma.)

terça-feira, outubro 05, 2010

Que nos tentemos agarrar a algo, a prova de que já se nos escorregou da mão.